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sábado, 18 de dezembro de 2010

Plataforma para cooperação multilateral: Macau

As relações China/Portugal não seriam as mesmas se não tivesse existido Macau, disse o último Governador do território, Rocha Vieira, sublinhando esperar que o país saiba aproveitar aquela plataforma para dar um “novo impulso” à cooperação bilateral.
“As relações entre a China e Portugal são boas, sinceras e baseiam-se numa vontade de cooperação e, naturalmente, que não seriam assim se não tivesse existido Macau na história das nossas relações”, disse Rocha Vieira, em vésperas do 11.º aniversário da transferência do território para a China, realçando que as “relações bilaterais Lisboa-Pequim também não seriam as mesmas se não tivesse havido Macau”.
Ao salientar que a “China, enquanto potência que se abre cada vez mais ao exterior e que vai ter um papel cada vez mais relevante na comunidade internacional, elegeu Macau como uma plataforma para se ligar aos países de expressão portuguesa”, o ex-Governador considerou que “Macau pode ser um veículo para reforçar as relações” Portugal/China.
A “vontade da China, em expansão, de partilhar o futuro com os países e povos de língua portuguesa, por razões óbvias”, constitui uma oportunidade que Portugal deve agarrar.
“Portugal, que sempre esteve ligado a África e tem uma ligação muito estreita com o Brasil não só em relação ao passado, mas em relação aos investimentos, pode ser um parceiro importante, bom e útil para ambas as partes”, disse.
Essa parceria, explicou, será benéfica para aproximar a China da lusofonia porque Portugal “conhece a cultura, a língua e as instituições (lusófonas), que a China não conhece tão bem”, mas também para o próprio país que “poderá, ao lado de um parceiro forte, aproveitar a presença em países africanos para desenvolver negócios”.
“Espero que com a importância que a própria China está a dar a Macau e às relações com os países de língua portuguesa, Portugal tenha também a oportunidade de dar um novo impulso às suas relações com a China e à capacidade de aproveitar as oportunidades que essa ligação oferece, nomeadamente na Europa e na lusofonia”, sustentou.
Macau, onde os portugueses se estabeleceram há cerca de 450 anos, foi integrado na República Popular da China a 20 de Dezembro de 1999, segundo a mesma fórmula adoptada em Hong Kong (“um país, dois sistemas”) e com idêntico estatuto (Região Administrativa Especial).
Mais um contributo para a definição de Lusofonia, do entendimento das relações com a China, da plataforma de Macau, que pretendendo ser dos países lusófonos, tem que ser uma plataforma multilateral e não bilateral (China/Portugal).
E por falar em bilateral, o que é na prática "um país, dois sistemas"?  Haverá duas Constituições? E foi com o Comunismo, ou com a abertura às regras do Mercado (pouco comunista) que a China emergiu, longe ainda dos Direitos Humanos da Democracia?
Ou comem todos, ou não há comunidade!

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